sábado, 29 de dezembro de 2012

A Morte do Colibri




Hoje, os meus passos são silêncio
Neste dia falo e não penso...
Hoje, o sol nos olhos é fogo que queima
A alegria de um céu limpo é o vazio em mim...

Hoje, triste é o dia
Acabou-se a folia
Não existe alegria

Transpiro dor
E essa dor ecoa na sala onde estou
Hoje, minha muralha desmoronou
E eu..hoje acordei morto e ninguem notou

Hoje sou o momento em que se descobre uma mentira
Hoje sou a bala  de uma arma que a vida a um inocente tira
Hoje não sou nada, mas sou tudo...
Um tudo triste, um triste mudo

Hoje sou devaneio de um louco e sou o louco em si
Hoje sou o fumo que queima os pulmões
Sou a morte de um colibri



Filipe Consternado