quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Stress



Stress! Doce stress

Que enlouquece

Meu corpo estremece

Com tua louca “benesse"


Tu que apareces do nada e me atormentas…

Fodasse para ti e os males que alimentas!

Mas que merda é esta? Stress?!

Não é mais que esterco sem corpo que nos adormece…

E nos envenena contra nós mesmos e o mundo

E o mal é que só o sabemos no fundo

No escuro caralho do tudo


Stress…que nos reduz á baixaria!

Que nos remete á putaria!

Da louca reacção de nervoso puro

Sem mais verdade que o duro

Do carvoeiro mais escuro…


Oh! Stress…seu merdas impiedoso

Seu monstro horroroso!

Odeio-te por tudo o que provocas em mim!

E por isso me deixas tão mal assim…


Alberto Pinheiro.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ceifeiro



Morrem corpos…corpos de vida duvidosa

Levam a vida de meu pecado, vida belamente horrorosa

De alma dúbia enchem a terra do delicioso pecado

E sem harpa, mas ceifa escrevo seu alegre fado

Como se sem buraco se encontrassem

E no eterno pecado se refugiassem


Porque os seres desta profana terra tornam-se servos

Servindo a minha poesia como diabretes com nervos

E na alegre lugubridade da escrita da morte

Não se encontra tamanha sorte

Que se não a besta a subir dos infernos

A levar-vos depois de rasgar meus cadernos


Depois de cadernos rasgar-vos-á a pele morta

Que nunca esteve viva, mas na distracção absorta

Pensando penosamente viver

Mas não fazendo mais que morrer,

Sem antes a vida ganhar

Apesar de contrariamente no seu degredo se enterrar


Lucifer.