terça-feira, 24 de maio de 2011

Eu



À capela…toco no piano a doce melodia…

A doce composição de esquizofrenia!

A minha mente labiríntica é fechada ao exterior…

A minha doença mística é loucura no interior


Sou só mais um louco que por deambular nas teclas se mata em versos

Sou o meu sacramento de pensamentos perversos…

Sim é a loucura destas vozes que me vazam o ser…

Se sou louco é por tentar matar as vozes e não puder!


As imagens que me esmagam os olhos me atormentam

Aquelas que não existem e á insanidade me tentam…

Assim com o avançar da melodia…morrerei

Aquela santa melodia que me morre na boca…mas não chorarei!


Saberá meu malfadado corpo a data em que padecerei?

Sabe certamente meu cérebro que me berra…eu o matarei!

São tormentas da vida…da minha vida! Da vida que me sustenta…

Sei que sou tormenta do mundo mas o mundo é minha tormenta!


Ao deslize da música nas teclas do piano perro

Acaba a musica mas não acaba a psicose que berro!

A malfadada enfermidade que me arde no crânio…

A essa se a apanho mato-a! Enveneno-a com urânio!


De certo não me conheceis…malfadados observadores…

Nem tendes…sois infiéis! Seus malcriados oradores!

Mas deixo a minha apresentação em ata …Sou Heitor

O alucinado que não se mata…do mundo do horror


Heitor