Lúcifer.
Desabafos de uma meia duzia conturbada
Olá o meu nome é Miguel Paupério e sou o criador do blog "Homem Maldito" (link clubedospoetasmalditos.blogspot.com) e decidi criar este blog para aplicar uma escrita diferente do outro meu blog. Com este prevejo talvez publicar alguns poemas mas principalmente usar cerca de 6 heterónimos para fazer criticar e ou emitir opiniões sobre vários assuntos, espero que gostem. 1º-Miguel Arcanjo 2º-Afonso Homem 3º-António Serna 4º-? 5º-? 6º-? Homem Maldito
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Nigra Lux
Lúcifer.
sábado, 29 de dezembro de 2012
A Morte do Colibri
Hoje, os meus passos são silêncio
Neste dia falo e não penso...
Hoje, o sol nos olhos é fogo que queima
A alegria de um céu limpo é o vazio em mim...
Hoje, triste é o dia
Acabou-se a folia
Não existe alegria
Transpiro dor
E essa dor ecoa na sala onde estou
Hoje, minha muralha desmoronou
E eu..hoje acordei morto e ninguem notou
Hoje sou o momento em que se descobre uma mentira
Hoje sou a bala de uma arma que a vida a um inocente tira
Hoje não sou nada, mas sou tudo...
Um tudo triste, um triste mudo
Hoje sou devaneio de um louco e sou o louco em si
Hoje sou o fumo que queima os pulmões
Sou a morte de um colibri
Filipe Consternado
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O olho do Corvo

Asas negras bico carvão
Linhas ácidas escreve…
Por entre a vida num rasgão
Num sussurro breve
Pena escura como o fado previsto
Se não o vêem cheirem a morte
Olhem seus olhos, vejam isto!
Cheira a putrefacção…
Mas não é morte…é meu coração
O coração do corvo doente
De bico lâmina quente!
E de asa sem paixão
Rasgo a vida então…
Rasgo a minha, porém vossa!
Não sabeis…mas também não fazeis mossa
Pois essa vida que levais findará…
Ás garras do corvo que aqui está…
Por isso não tenteis contornar o inevitável…
Morrei como tudo morre…
Não lutes, oh saudável!
Desfruta e vê como teu sangue escorre…
E eu cá me resigno a pousar nas campas
Indo buscar onde é costume as dores tantas…
Na tigela de onde sorvo…
O olho do corvo
Lúcifer.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Stress

Stress! Doce stress
Que enlouquece
Meu corpo estremece
Com tua louca “benesse"
Tu que apareces do nada e me atormentas…
Fodasse para ti e os males que alimentas!
Mas que merda é esta? Stress?!
Não é mais que esterco sem corpo que nos adormece…
E nos envenena contra nós mesmos e o mundo
E o mal é que só o sabemos no fundo
No escuro caralho do tudo
Stress…que nos reduz á baixaria!
Que nos remete á putaria!
Da louca reacção de nervoso puro
Sem mais verdade que o duro
Do carvoeiro mais escuro…
Oh! Stress…seu merdas impiedoso
Seu monstro horroroso!
Odeio-te por tudo o que provocas em mim!
E por isso me deixas tão mal assim…
Alberto Pinheiro.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Ceifeiro

Morrem corpos…corpos de vida duvidosa
Levam a vida de meu pecado, vida belamente horrorosa
De alma dúbia enchem a terra do delicioso pecado
E sem harpa, mas ceifa escrevo seu alegre fado
Como se sem buraco se encontrassem
E no eterno pecado se refugiassem
Porque os seres desta profana terra tornam-se servos
Servindo a minha poesia como diabretes com nervos
E na alegre lugubridade da escrita da morte
Não se encontra tamanha sorte
Que se não a besta a subir dos infernos
A levar-vos depois de rasgar meus cadernos
Depois de cadernos rasgar-vos-á a pele morta
Que nunca esteve viva, mas na distracção absorta
Pensando penosamente viver
Mas não fazendo mais que morrer,
Sem antes a vida ganhar
Apesar de contrariamente no seu degredo se enterrar
Lucifer.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Eu

À capela…toco no piano a doce melodia…
A doce composição de esquizofrenia!
A minha mente labiríntica é fechada ao exterior…
A minha doença mística é loucura no interior
Sou só mais um louco que por deambular nas teclas se mata em versos
Sou o meu sacramento de pensamentos perversos…
Sim é a loucura destas vozes que me vazam o ser…
Se sou louco é por tentar matar as vozes e não puder!
As imagens que me esmagam os olhos me atormentam
Aquelas que não existem e á insanidade me tentam…
Assim com o avançar da melodia…morrerei
Aquela santa melodia que me morre na boca…mas não chorarei!
Saberá meu malfadado corpo a data em que padecerei?
Sabe certamente meu cérebro que me berra…eu o matarei!
São tormentas da vida…da minha vida! Da vida que me sustenta…
Sei que sou tormenta do mundo mas o mundo é minha tormenta!
Ao deslize da música nas teclas do piano perro
Acaba a musica mas não acaba a psicose que berro!
A malfadada enfermidade que me arde no crânio…
A essa se a apanho mato-a! Enveneno-a com urânio!
De certo não me conheceis…malfadados observadores…
Nem tendes…sois infiéis! Seus malcriados oradores!
Mas deixo a minha apresentação em ata …Sou Heitor
O alucinado que não se mata…do mundo do horror
Heitor
domingo, 9 de janeiro de 2011
Do martelo da revolução

Nascido do martelo da revolução
Revoluciono a foice que há em mim
Cravo o vermelho do meu coração
E no meu peito gravo a raiva de Lenine!
Da raiva me vem a força para a revolução
Meto na bandeira vermelha o meu coração
Devemos todos de sentir a amarga indignação
Do pouco digno capitalismo impingido de destruição
Oh grandes proletários!
Sinto a revolução nas minhas entranhas
Dos vossos males desnecessários!
Não perderão mais que as correntes ganhas
Não é mais que grande estupidez!
Guardarmo-nos nesse silêncio louco
Que apostam na sua total mudez…
Esses seres que de espírito têm pouco
Deixarei que a revolução em mim e em vocês saia á rua
Deixarei que o meu e o vosso espírito fale da raiva e revolta
Lutarei pois a revolução é nossa, não minha nem tua
Farei a justiça, não esperarei pois deus não me escolta
Que “encarne” em mim o espírito de Marx e Pepetela
Que venha a mim Che Guevara e Nelson Mandela
Para que como eles liberte o meu povo da opressão
Para ser mártir como ele mas conseguir a chave da libertação!
António Serna

