sábado, 7 de fevereiro de 2015

Nigra Lux




Eu, a defunta luz, a escuridão viúva
Chama que arde negra consumida pela vida
Levo do mundo a misera existência
Roubo de cada um a sua essência
E queimo a pele a quem se aproxima

Eu, que ardo sem merecer
Que extingo sem padecer
Sou negro como a alma humana
Sou o clarividente da terra profana
E sou quem consome as searas douradas

O ouro, que não existe
Nos meus olhos raiados de sangue
De onde jorra prata sufocante
Mostra-me quem corre diletante
E me rio eu, por adorar a arte
Mas minha maneira é outra…
Que me mate
Esse gosto a sofrimento

Eu, que enegreço a luz
Que me escondo no capuz
Que nasço em cada morte
Sou a luz negra
Sou a luz forte
E nessa realidade
Se dá o meu aporte



Lúcifer.