quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Com sentimento



O teu corpo percorro com lábios cálidos
Em beijos que em nada são pálidos
Sinto a tua doce pele...e o quente do teu corpo
É a janela do desejo esse teu corpo torto

Descendo ao teu pescoço continuo a beijar-te
Enquanto sinto os teus seios...és minha Vénus e meu Marte
Oh! Como me enches de prazer! Envolvo-me mais aqui...
Envolvemo-nos num só e eu entro em ti!

A partir desse momento tu já não és tu e eu não sou mais eu
Somos apenas um nós...tu és minha e eu sou teu!
Soltas um gemido e abres a boca de prazer
Beijo-te novamente e continuo sendo parte do teu ser

Ainda no teu ser, trocamos carícias e palavras ardentes
Partilhamos pensamentos trocamos actos e acções eloquentes
Chama-mos o prazer a nós e cada vez nos envolvemos mais
Agarramo-nos e tornamo-nos mais fortes e intensos, quase até demais...

Cada vez mais forte e prazeroso
Cada vez mais louco e generoso
Cada vez mais terno e palpável
De um prazer enorme e imutável

De cada vez que de ti saio um pouco
Puxas-me para ti para que fique...e fico louco
Para que saia e volte a entrar e te encha o corpo de prazer sem sobrar nada
Para que o prazer te invada o ser, vou abrir a porta do êxtase que estava fechada

Quando chega a hora desejada
Explodimos em gritos e gestos de prazer
Um novo significado é dado
Aquilo que acabamos de fazer

Porque o que fizemos ali
Não foi só sexo...
Foi muito mais intenso
Foi muito mais complexo!

Afonso Homem

Quero-te



Mato-te de enorme prazer
Para que mates a minha sede…
Vem para as tuas sementes comer
Não me olhes pois olhar o prazer não mede…

Fixa-te nos meus olhos
Sente os meus lábios
Sente o meu corpo no teu
E deixa-te perder sem recorrer a astrolábios

Os teus lábios…sinto-os eu
Enquanto entro no teu ser
Sente-me, sente-te no apogeu
Deixa que o teu prazer vou tecer

Em prazeres envolvo-te…
E aconchego-me no teu seio
Tiro-te o pensamento e devolvo-te
Para te dar prazer á virtude no meio

Por isso grita! Deixa que a energia saia!
Diz o meu nome pela alma!
Grita pois o teu corpo desmaia!
Grita! Pois a seguir vem calma…

Depois…na calma espera por mais…
Porque volto e voltarei…para aqui…
Descuidando nas demais…
Porque por muitas que eu passe…só te quero a ti…

Afonso Homem