
À capela…toco no piano a doce melodia…
A doce composição de esquizofrenia!
A minha mente labiríntica é fechada ao exterior…
A minha doença mística é loucura no interior
Sou só mais um louco que por deambular nas teclas se mata em versos
Sou o meu sacramento de pensamentos perversos…
Sim é a loucura destas vozes que me vazam o ser…
Se sou louco é por tentar matar as vozes e não puder!
As imagens que me esmagam os olhos me atormentam
Aquelas que não existem e á insanidade me tentam…
Assim com o avançar da melodia…morrerei
Aquela santa melodia que me morre na boca…mas não chorarei!
Saberá meu malfadado corpo a data em que padecerei?
Sabe certamente meu cérebro que me berra…eu o matarei!
São tormentas da vida…da minha vida! Da vida que me sustenta…
Sei que sou tormenta do mundo mas o mundo é minha tormenta!
Ao deslize da música nas teclas do piano perro
Acaba a musica mas não acaba a psicose que berro!
A malfadada enfermidade que me arde no crânio…
A essa se a apanho mato-a! Enveneno-a com urânio!
De certo não me conheceis…malfadados observadores…
Nem tendes…sois infiéis! Seus malcriados oradores!
Mas deixo a minha apresentação em ata …Sou Heitor
O alucinado que não se mata…do mundo do horror
Heitor
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