domingo, 9 de janeiro de 2011

Do martelo da revolução



Nascido do martelo da revolução
Revoluciono a foice que há em mim
Cravo o vermelho do meu coração
E no meu peito gravo a raiva de Lenine!

Da raiva me vem a força para a revolução
Meto na bandeira vermelha o meu coração
Devemos todos de sentir a amarga indignação
Do pouco digno capitalismo impingido de destruição

Oh grandes proletários!
Sinto a revolução nas minhas entranhas
Dos vossos males desnecessários!
Não perderão mais que as correntes ganhas

Não é mais que grande estupidez!
Guardarmo-nos nesse silêncio louco
Que apostam na sua total mudez…
Esses seres que de espírito têm pouco

Deixarei que a revolução em mim e em vocês saia á rua
Deixarei que o meu e o vosso espírito fale da raiva e revolta
Lutarei pois a revolução é nossa, não minha nem tua
Farei a justiça, não esperarei pois deus não me escolta

Que “encarne” em mim o espírito de Marx e Pepetela
Que venha a mim Che Guevara e Nelson Mandela
Para que como eles liberte o meu povo da opressão
Para ser mártir como ele mas conseguir a chave da libertação!

António Serna

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