quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ceifeiro



Morrem corpos…corpos de vida duvidosa

Levam a vida de meu pecado, vida belamente horrorosa

De alma dúbia enchem a terra do delicioso pecado

E sem harpa, mas ceifa escrevo seu alegre fado

Como se sem buraco se encontrassem

E no eterno pecado se refugiassem


Porque os seres desta profana terra tornam-se servos

Servindo a minha poesia como diabretes com nervos

E na alegre lugubridade da escrita da morte

Não se encontra tamanha sorte

Que se não a besta a subir dos infernos

A levar-vos depois de rasgar meus cadernos


Depois de cadernos rasgar-vos-á a pele morta

Que nunca esteve viva, mas na distracção absorta

Pensando penosamente viver

Mas não fazendo mais que morrer,

Sem antes a vida ganhar

Apesar de contrariamente no seu degredo se enterrar


Lucifer.

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